Sem dúvidas, quando se trata de ESG (sigla traduzida como Ambiental, Social e Governança), uma das principais dúvidas que surgem é sobre qual é a diferença entre conceito ESG e Sustentabilidade.

ESG ganhou força mundial por conta de uma preocupação quanto à atenção de investidores para negócios que em toda a sua amplitude pudessem ser considerados sustentáveis.

Ainda há organizações que acreditam que o conceito ESG é uma ‘febre’ que surgiu na pandemia e que logo vai passar, mas alerto que esse é um tema discutido desde 2004 por conta da publicação “Who Cares Win”, do Pacto Global da ONU junto ao Banco Mundial, portanto, o indicado é que as empresas encarem com seriedade este conceito e entendam como incorporá-lo em sua gestão.

Há mais de 35 anos no mundo corporativo, tendo atuado em empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing), e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, hoje trago um artigo sobre a diferença entre conceito ESG e sustentabilidade.

ESG X Sustentabilidade

Recentemente escrevi que o termo ESG é a própria sustentabilidade e muitas dúvidas surgem porque também sabemos que o ESG é uma resposta às fragilidades da sustentabilidade empresarial surgida nas últimas décadas, sendo assim, há diferença?

ESG é uma visão do mercado sobre a sustentabilidade, mas não é o mesmo do que era amplamente discutido entre as empresas anos atrás, que cumpriam uma série de “formalidades”, mas na prática, não eram empresas culturalmente envolvidas com o meio ambiente, sociedade e governança.

O ESG amadureceu o que era praticado em esferas superficiais como sustentabilidade, afinal, organizações não eram transformadas genuinamente e aplicavam o termo sustentável em todas as suas ações de marketing, porém de fato, não compactuavam com aquilo que demonstravam ser.

O ESG surgiu para expor uma profunda lacuna entre as organizações e um propósito maior, fortalecida pelo principal anseio de lucratividade e crescimento no mercado.

Em anos dentro de grandes corporações, como consultor e mentor empresarial, percebo o avanço, inclusive, em meus atendimentos.

Era muito comum que empresas procurassem auxílio apenas porque queriam solucionar seus problemas financeiros, de competitividade empresarial a despeito de preocupações ambientais, sociais e de governança.

Meu trabalho era muito mais complexo do ponto de vista de educar empresas para uma visão sustentável e para o valor da governança corporativa à medida que muitos negócios desejavam solucionar um problema pontual para continuarem lucrando no mercado.

Atualmente, as empresas já possuem um grau de conhecimento sobre o que é relevante do ponto de vista empresarial no mundo e estão mais inclinadas ao processo de imersão e implantação destes conceitos em sua gestão, ainda que precisem quebrar muitas de suas crenças a respeito dos temas.

Covid-19 acelerou a necessidade das empresas por ações concretas

Organizações começaram a rever os seus papéis, impulsionadas pelo comportamento de consumidores e pressão de investidores.

A pesquisa “Estilos de Vida“, realizada em 2019, pela consultoria, Nielsen, mostrou que, de 21 mil pessoas entrevistadas, 43% declaravam ter mudado significativamente seus hábitos de consumo em prol do meio ambiente.

Conforme o avanço da consciência das sociedades, o conceito ESG foi ganhando força no mundo e, a pandemia o tornou uma realidade global urgente entre organizações.

Acredito que o ESG seja fundamental às organizações, mas também a todas as engrenagens sociais, como: política, cultura, entretenimento, mídia, etc. As sociedades desejam se pautar naquilo que consideram uma prioridade no mundo como a preocupação com o meio ambiente e problemas sociais.

Espera-se um maior movimento por parte das empresas de “eu me importo” e essa, a meu ver, é a principal transformação da sustentabilidade de décadas atrás, por um conceito ‘real’ de sustentabilidade que chama os negócios à ação.

A diferença entre conceito ESG e sustentabilidade está em movimentos concretos de transformação em que as empresas não devem mudar apenas para agradar ou se destacarem no mercado, mas para conseguirem, principalmente, se sustentar internamente.

Investidores estão cada vez mais antenados e desejam conhecer profundamente as organizações para saber se aquilo que, muitas vezes, é dito, realmente é algo que tem sido colocado em prática.

Nas agendas de conselhos de administração essa é uma pauta recorrente e, embora muitos negócios ainda não saibam como lidar com ela, ao menos reconhecem a importância do assunto.

Há alguns anos o meu foco tem sido a implantação de governança corporativa em empresas de diversos segmentos e atualmente garantir a aplicabilidade do conceito ESG se tornou uma especialidade.

O caminho para muitas empresas é procurar ajuda externa, de um profissional experiente que consiga trazer as melhores orientações sobre o assunto, garantindo a implantação da governança corporativa e ESG desde a estrutura do negócio.

Como muitas empresas tendem a pensar, não se trata de uma fase, este é um conceito que veio para ficar no mundo e as maiores organizações no mercado já entenderam o recado.

 

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